null

Nós já falamos sobre processo-cruzado (ou x-pro) aqui no blog algumas vezes (veja aqui, aqui e aqui), e acredito eu que, quando entramos de vez nesse mundo analógico, após pegar algum jeito, as primeiras “loucurinhas” e experimentos que fazemos é o processo-cruzado e a dupla-exposição. E, acreditem vocês, esse foi meu primeiro filme em x-pro! Sim, sim sim! Por isso decidi escrever este post, para compartilhar minha primeira experiência, e para reforçar algumas infos que já demos por aqui, para quem ainda têm dúvidas!

Como já dissemos, processo cruzado é um tipo de revelação, em que usamos o químico “certo” de um filme, para revelar outro tipo de filme. Explicando com mais detalhes. Existem dois tipos de revelação colorida, o do filme negativo e o do filme positivo (slide, cromo, reversível, como preferir chamar). O filme negativo usa um químico chamado C41 e o filme positivo é revelado no químico E6. No processo cruzado, acontece essa troca: ou revelamos o cromo no C41 ou o negativo no E6. Sendo que o mais comum é a primeira opção, onde as cores ganham novas tonalidades e ficam mais saturadas e maluquinhas. Já revelando um negativo no químico do cromo, não temos um resultado tão diferente assim, além de ser mais caro.

null

null

null

null

Essas fotos foram tiradas usando um filme cromo da Lomography, ISO 100 e uma La Sardina. A intenção já era revelar em processo-cruzado, e quando peguei as fotos, primeiro achei que o filme viria todo bonitão e colorido, mas descobri que isso só acontece quando é revelado do jeito certo. E segundo, que não curti TANTO as fotos assim. Quer dizer, algumas nem vi muita diferença. As que tirei com flash até achei o efeito legal (tipo a primeira desse post). Mas ainda assim, acho que esse efeito super combinou com a La Sardina! Agora quero testar um redscale, que também nunca usei.

null

null

null

null

E vocês, gostam desse tipo de filme ou revelação?